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EMBRAER 145 RS/AGS - Lobo disfarçado de cordeiro

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  • EMBRAER 145 RS/AGS - Lobo disfarçado de cordeiro




    Embraer ERJ-145 RS/AGS

    De entre os vários equipamentos ao serviço da FAB ? Força Aérea Brasileira, há um que raramente é notado e está geralmente longe das atenções dadas a outras aeronaves da força.

    As atenções são normalmente desviadas para o mais conhecido EMB-145 AEW&C claramente distinguível pela antena plana do seu radar de longo alcance Ericson-Erieye ou então para os aviões de caça, sejam os pequenos F-5, AMX ou os Mirage (futuramente Mirage-2000C).

    O nome de guerra do EMB-145RS/AGS, conhecido na FAB como R-99B dá a impressão de que se trata de uma aeronave secundária, utilizada para funções menos nobres (do ponto de vista militar e da defesa aérea) e dedicada a temas mais ecológicos, como o mapeamento de terrenos na Amazónia, a análise de cheias, e no máximo o apoio à repressão ao tráfico de drogas.

    Porém, este tipo de missões, pelo menos em principio não justificariam a dose de secretíssimo que envolve estes aviões.

    Os seus sistemas, embora não sejam exactamente secretos normalmente não são referidos, mas as capacidades que as aeronaves têm no que respeita por exemplo ao controlo do trafico e traficantes de drogas na Amazónia, permitem efectuar algumas extrapolações sobre as qualidades e características do equipamento numa situação de conflito, em que as suas capacidades tivessem que ser utilizadas.

    Esta aeronave da Embraer, transporta vários tipos de sensores, e destina-se a efectuar a análise remota do solo, com o objectivo de determinar e avaliar potenciais ameaças ambientais.

    Mas para além das suas funções civis este avião, que é provavelmente o mais sofisticado de todos as que operam na Força Aérea Brasileira, tem uma quantidade de sensores, que podem ser convertidos ou directamente utilizados de forma a transformar o R-99B numa aeronave de pesquisa e vigilância do campo de batalha.

    Os seus sensores, permitem por exemplo detectar veículos de combate camuflados e detectar a movimentação de tropas no terreno, acompanhando o seu movimento e enviando os dados através de um sistema de Data-Link para as aeronaves de combate e ataque ao solo.



    O mais importante dos sensores, é o sistema IRIS, que são as iniciais de ? Integrated Radar Imaging System? O IRIS, é construido à volta de um Radar Lateral de Abertura Sintética fabricado no Canadá pela McDonnel Dettwiler, e que é uma versão de ?Radar de Abertura Sintética? derivada do AN/APS-504.





    O equipamento funciona na banda ?L? que permite remover a interferência da folhagem, e na banda ?X? que permite imagens 3D de maior definição. O alcance deste radar é de 20Km (maior resolução 3D com erro de 3 metros) a 120Km (o que implica uma resolução inferior, com erro de 18 metros)

    Um radar de abertura sintética, é um radar normal, adaptado para permitir através de software juntar várias leituras consecutivas do alvo, ao longo de um determinado espaço (Alguns quilómetros por exemplo) como se tratasse de um radar com vários quilómetros de comprimento. Estas leituras de radar consecutivas, dão ao sistema a capacidade para criar imagens 3D de alta definição, que permitem identificar os contornos de edifícios, veículos e equipamentos, a uma distância segura.

    Este tipo de radar, está instalado a bordo dos aviões não tripulados ?Predator? que vão permitir à Força Aérea dos Estados Unidos um conhecimento e identificação do campo de batalha muito maior, mais próximo dos alvos e sem o risco de perdas.

    Os radares de Abertura Sintética, também são utilizados pelas sondas de exploração interplanetárias que vão a Marte ou a Vénus, que criam imagens 3D de um planeta, efectuando leituras continuas durante as suas órbitas.

    Esta informação 3D é no ERJ-145 RS/AGS complementada com sensores que podem determinar com precisão a localização de um alvo e entre esses encontra-se o Star Safire, um sistema FLIR (Forward Looking infra-Red) que é uma pequena torre (com o peso aproximado de 50Kg) que se encontra por debaixo do avião, aproximadamente abaixo da cabine de pilotagem. Este dispositivo, consegue ?ver? objectos ou alvos com o auxilio de infravermelhos (detectando o calor emitido e permitindo a visão nocturna) e tem um telémetro a laser (rangefinder) que permite determinar a distância do alvo com uma precisão de 5 metros, a uma distância de até 20Km.




    Estão também instalados a bordo, analisadores de espectro que analisam o solo de forma analógica, e convertem a analise em imagens digitais. Conforme o tipo de análise que fazem, convertem as imagens utilizando uma palette de cores que produz as fotos que permite fazer análises sobre o solo, e mesmo o subsolo, analisar as características da terra, culturas plantadas, e fazer coisas como controlar o desmatamento da Amazónia ou o cultivo de drogas.

    Para lá destes sensores, existem ainda equipamentos de análise do espectro radioeléctrico, e vigilância de comunicações, que são comuns ao EMB-145 RS/AGS e ao EMB-145 AEW&C que permitem determinar a origem de uma transmissão de qualquer tipo, localizando as coordenadas do ponto de emissão, o tipo de onda e frequência utilizada.

    Assim, torna-se possível detectar potenciais alvos, mesmo que os outros sistemas não estejam em funcionamento.

    Em principio, foram estes últimos sistemas que foram utilizados na detecção de comunicações de organizações terroristas no Peru.

    Após detectar as comunicações e de concluir que tinha, origem desconhecida, o EMB-145 RS/AGS aproxima-se da fonte da transmissão e começa a efectuar uma leitura da região, utilizando o radar lateral de abertura sintética.

    Quando detecta algo suspeito, utiliza se necessário o sistema FLIR, para obter informação pormenorizada, indicando a posição do alvo com um erro de 5 metros.

    A informação pode ser transmitida em tempo real para forças no terreno, que a partir daí têm um conhecimento exacto da localização dos alvos.

    Este tipo de sistema foi principalmente pensado para combater o perigo de organizações de terroristas e/ou traficantes de droga na Amazónia, mas da mesma forma que pode detectar e monitorizar as movimentações de pequenos grupos, muito mais facilmente pode fazer a mesma coisa com movimentações militares terrestres.

    São desconhecidas, por serem secretas as utilizações que a Força Aérea pode dar ao avião, no caso de ele ter uma utilização militar, mas as capacidades conhecidas dos sensores que o EMB-145 RS/RGS carrega transformam-no num avião de monitorização do campo de batalha que por razões de semântica, é chamado de avião de ?sensoriamento remoto?.

    Utilizações militares.

    Torna-se evidente, que se este tipo de aeronave tem as capacidades que tem para tratar de pequenos grupos espalhados e escondidos na floresta, terá necessariamente maiores capacidades quando se trata de vigiar um eventual campo de batalha e produzir dados tácticos que podem ser repassados às tropas no terreno.

    A aeronave pode por exemplo, ser utilizada para detectar concentrações de tropas e instalações inimigas, determinando a sua posição mesmo quando se encontram paradas de noite, e depois de determinar a composição da força inimiga, passar esses dados a baterias de artilharia com foguetes ASTROS, as quais, tendo conhecimento da posição do inimigo podem disparar os seus foguetes, direccionados por um sistema de controlo de tiro que recebe os dados de pontaria directamente do AMB-145 RS/AGS.



    Outra utilização que pode ser dada, tem a ver com outra facilidade electrónica instalada que é o sistema de Data-Link, que permite ao EMB-145 RS/AGS contactar com aeronaves, após ter detectado armas inimigas em movimento, mesmo que eventualmente ocultas por folhagem.

    Neste caso, podem ser repassadas em tempo real as informações de ultima localização conhecida, velocidade da força, para que aeronaves da Força Aérea dedicadas ao ataque ao solo como o Embraer AMX, possam actuar.



    No entanto, este tipo de avião tem um problema complicado para resolver.

    Trata-se de uma aeronave desarmada (nem poderia ser de outra forma) e que pelas suas características é por natureza um alvo preferencial de qualquer Força Aérea inimiga. Por serem na prática radares aéreos, eles são um alvo preferencial para mísseis que nem precisam de ser especialmente sofisticados.

    Portanto, para garantir a operação quer do RS/AGS quer do AEW&C é absolutamente necessário ter no ar, simultaneamente, um ou dois aviões capazes de interceptar aeronaves hostis, antes que essas aeronaves possam actuar.

    Aí, entra novamente em funcionamento o sistema de Data-link, que permite aos aviões da FAB ter os seus radares desligados, recebendo os dados sobre a posição das aeronaves hostis directamente de um EMB-145 AEW&C.



    Desta forma um caça da FAB como o MIRAGE-2000C pode ter alguma vantagem táctica, disparando mísseis antes que a aeronave hostil se aproxime de um ponto onde pode disparar.

    A experiência com o desenvolvimento deste binómio AEW&C + RS/AGS e os conhecimentos técnicos adquiridos com o desenvolvimento e incorporação de sistemas avançados de detecção, permitiram à Embraer entrar em vôos maiores, com a apresentação de uma proposta na concorrência para o fornecimento às Forças Armadas de uma aeronave deste tipo, para o programa ACS, entretanto cancelado.

    Esta pequena análise, tem por objectivo referir algumas das capacidades do sistema de armas conjunto, que é constituído pelas aeronaves de Alerta Antecipado e ?Sensoriamento Remoto?, juntamente com outros equipamentos no solo, e não implica que existam razões para considerar que o Brasil está a desenvolver este tipo de doutrina operacional.

    O que de qualquer modo é verdade, é que a FAB dispõe dos meios para - se assim o decidir - utilizar os Embraer AEW&C e RS/AGS como armas que permitem aumentar as capacidades das forças no terreno, tornando extremamente difícil, e mesmo improvável qualquer tentativa de colocar em causa a soberania do país na Amazônia ou em qualquer outra parcela do território brasileiro.

    Desde que há conflitos entre as nações, que quem tem a vantagem de conhecer as intenções e posições tácticas do inimigo, tem meio caminho andado para a vitória. O Embraer 145 RS/AGS, é para a FAB, parte desse meio caminho.


    Título: Embraer ERJ-145 RS/AGS (última actualização: 20.04.2006)
    Autor: Paulo Mendonça
    Referências: Janes radars & Elec.Warfare / Pesq. Autor
    FONTE: http://www.areamilitar.net/analise/a...Materia=26&p=3
    AD ASTRA PER ASPERA

  • #2
    Excelente articulo brasil, oubrigado.

    mais dois pra meu pais. pregunto
    . cuanto e e custo dese avion e de o R- 99a
    En la GUERRA, como en la POLITICA la primera VICTIMA es la VERDAD

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    • #3
      voy procurar lo costo individual. Já respondo
      AD ASTRA PER ASPERA

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      • #4
        Originalmente publicado por picapiedra
        Excelente articulo brasil, oubrigado.

        mais dois pra meu pais. pregunto
        . cuanto e e custo dese avion e de o R- 99a
        A versão mais moderna do R99A custa U$75 Milhões cada.

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        • #5
          Obrigado AMX!
          AD ASTRA PER ASPERA

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